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Estamos em 2021, século XXI; era da velocidade, uma era baseada, em muitas de suas vertentes; na necessidade de informações rápidas para a tomada de decisões dinâmicas, objetivas e rápidas.

Porém, se olharmos para o passado, em 753 AC; Rômulo e Remo, iniciavam a história do maior império que já houve sobre a terra que pisamos, o Império Romano. Império esse que atingiu seu auge em 117 AC, atingindo e adquirindo durante esses seis séculos, um desenvolvimento nunca dantes visto na engenharia, na medicina, na filosofia, na matemática, astrologia, agricultura, e muito mais. Chegando a ocupar um terço do território terrestre conhecido, com um crescimento cultural absurdo devido suas conquistas ímpares. Tudo isso, graças à sua organização, seus métodos e seus processos. Império esse que começou a ruir exatamente quando os interesses individuais sobrepujaram a organização, ignorando métodos e não respeitando processos.

Assim, independente da época, se ignorarmos a organização, ignorarmos os métodos para atingir os melhores resultados do que foi planejado; e ignorarmos os processos que nos guiam durante a caminhada para atingirmos nossos objetivos; estaremos fadados ao insucesso.

De forma similar e respeitando obviamente todas as proporções, devemos considerar que o crescimento é um fenômeno inevitável na vida das organizações, qualquer que seja a organização.

No mundo atual, esse crescimento afeta diretamente qualquer organização que se mantêm no mercado, seja por elevação do nível de consumo de seus produtos, seja pela diversificação destes e até mesmo pelo foco em determinado produto. Quem nunca ouviu a colocação: ‘Essa empresa cresceu demais.’?

Tomando como base tal cenário, existem três formas básicas de crescimento da organização: vertical, horizontal e funcional. Em decorrência do crescimento das organizações, em termos de tamanho e de complexidade, foram surgindo problemas estruturais de difícil solução, desvios em relação aos objetivos previamente determinados, além de defasagem de técnicas e processos. Tal constatação passou a exigir dessas organizações uma atitude de constante atenção aos anseios da sociedade paralelamente à revisão e ao controle interno. Esses fatores forçaram o surgimento de uma área de especialização, entre as funções administrativas, chamada Organização e Métodos “O&M”.

Organização é uma atividade voltada para a estruturação harmoniosa dos recursos disponíveis, tais como: materiais humanos e tecnológicos da empresa, com o intuito de promover uma atuação sistêmica eficiente e, de modo que o conjunto formado seja capaz de realizar um trabalho integrado e eficaz. Já o termo método, por sua vez, refere-se à economia de esforços, tempo e movimentos por meio da simplificação do trabalho, tendo, como resultados diretos, o aumento da produtividade e a diminuição de despesas, apresentando boa produtividade e boa qualidade, a baixos custos e com mínimo de riscos e de esforço humano.

A função do analista de O&M é conseguir a eficiência e a eficácia da estrutura administrativa, através da aplicação de certas técnicas científicas e práticas de redução de tempo, esforço e custos. A função de O&M tem sofrido modificações ao longo dos tempos, sendo muitas vezes colocada em segundo plano ou completamente esquecida; exigindo de seu órgão um novo reposicionamento diante da realidade dos novos paradigmas. Uma das características básicas do órgão de O&M é a imparcialidade com que se deve tratar as questões e os demais órgãos. Não há interesses particulares a preservar. O único interesse é o da organização como um todo integrado e sistêmico, que deve ser apresentado de forma clara à todos os níveis e membros dessa organização. Um dos cuidados do órgão de O&M é o de fazer proposições viáveis exequíveis de acordo com os recursos de que dispõe a empresa.

Diante de tais necessidades, as atividades básicas do analista de O&M consistem na execução de atividades individuais, grupais e intergrupais, visando ao desenvolvimento organizacional, quais sejam: estudo e detalhamento da estrutura organizacional; definição e elaboração de instrumentos para racionalização do trabalho; estudo e análise de alternativas. E assim, sugerir e/ou escolher os melhores métodos para a aplicação dos processos que vão auxiliar e direcionar a organização à atingir os melhores resultados de forma organizada, em direção ao que foi planejado.

Como podem ver, a necessidade de organização deu espaço à mais um tipo de profissional no mercado, e mesmo que uma organização não apresente tal posição; é imprescindível planejar, adotar métodos e definir processos para atingir os objetivos adotados. A criatividade deve ser alimentada, pois é missão de todos na organização descobrir caminhos para o sucesso propondo soluções criativas, racionais, econômicas, práticas e que geram eficácia e lucro. O bom senso deve prevalecer, seguir processos definidos e até alterá-los quando necessários os acertos e a adequação dos mesmos. Dois aspectos comportamentais importantíssimos para a sobrevivência e evolução de qualquer organização que busca a eficiência no ramo adotado.

Nosso produto é a segurança, não é nada material, algo que se pega ou que se armazena, mas sim que se aplica, se oferece e se faz uso. Se mantivermos nossos objetivos organizados através de métodos eficazes e processos eficientes cresceremos mais e mais, planejando o futuro e aprendendo com o passado.

Fonte: Alexandre Armellini – Coordenador de Red Team Services na Cipher

 

 

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