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Financial services: o desafio de inovar com segurança.

 

Operações financeiras disparam na internet, abrindo espaço para negócios digitais e levando à modernização do setor. Investimentos em inovação e cibersegurança estão nas prioridades de quem precisa oferecer a melhor experiência ao cliente, inclusive a proteção dos seus dados.

O setor de serviços financeiros está entre os que mais crescem e se diversificam com a transformação digital. Startups e fintechs conquistam novos clientes, mais e mais conectados, dividindo espaço com grandes conglomerados financeiros. De acordo com recente estudo da Federação Brasileira dos Bancos – Febraban -, com as operações online em alta, o número de transações bancárias em 2020 foi 20% maior que no período anterior, superando as estatísticas dos últimos anos.

Segundo a Federação, num cenário alavancado pelo mobile banking como principal plataforma de operações, os canais digitais respondem por 90% das contratações de crédito e 80% dos pagamentos de contas. O PIX é o método de transferência preferido pelos clientes. A maior parte das transações acontece pelo smartphone.

Segurança de dados

Nesse ambiente multicanal e multiplataforma, os riscos com a segurança de dados são recorrentes, alerta Paulo Poi, diretor para LATAM da área de Governance, Risk and Compliance da Cipher, empresa especializada em cibersegurança do grupo Prosegur. O assunto também mobiliza porta-vozes de setor como a Anbima – Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais. A Instituição criou um guia para seus associados, recomendando um padrão mínimo de medidas necessárias em planos de proteção de dados.

De acordo com a última pesquisa da Febraban, o setor financeiro registrou investimento em tecnologia 8% maior em 2020 em relação ao ano anterior. Parte desses investimentos foi na inovação em produtos e serviços, com foco em oferecer a melhor experiência para o cliente. Mas, se por um lado, o cliente ganha mais opções de escolha, por outro abre brechas de vulnerabilidade. Não por acaso a segurança cibernética é citada como prioridade pelas instituições pesquisadas.
Squad.

No momento em que as companhias precisam se adequar à LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados), como condição de funcionamento, estudos de mercado apontam que até o terceiro trimestre de 2020 foram registrados mais de 3,4 bilhões de tentativas de ataques cibernéticos no Brasil. “Isso soa como um alerta para que as áreas de negócios andem alinhadas com o departamento de TI e segurança da informação, em um trabalho de desenvolvimento conjunto”, diz Paulo Poi.

Segundo o executivo, muitas empresas, sobretudo startups, já entenderam a necessidade de integração de áreas diferentes em torno de um mesmo fim, adotando um sistema de organização denominado Squad. Nesse modelo de divisão operacional, pequenos grupos multidisciplinares têm autonomia decisória e reúnem profissionais de setores distintos – como TI, marketing, finanças e comercial, entre outros – para cumprir tarefas determinadas, seja uma ação de vendas, seja a entrega de uma funcionalidade de aplicação.

No concorrido mercado financeiro, a busca pelo equilíbrio entre inovar e proteger informações é uma equação que passa pelo cumprimento das normas vigentes no País e depende de certificações como a PCI, obrigatória para financial services.

Manter redes blindadas contra hackers mal-intencionados também é um trabalho de atualização tecnológica constante, que acompanha a modernização do setor bancário e, ao mesmo tempo, a evolução das estratégias do cibercrime.

Olhar à frente

Para Poi, num panorama em que os dados são considerados o principal ativo das organizações, preparar uma empresa para o mercado de financial services compreende ações preventivas que vão desde análise de vulnerabilidades a testes de invasão, com base nas ações mais recentes de cibercriminosos. Isso inclui antecipar-se às técnicas de engenharia social, que envolvem psicologia e neolinguística e vão além do uso de ferramentas tecnológicas.

“Muito em breve, com a implantação do 5G, a cibersegurança será redimensionada para atender uma rede de borda descentralizada e lidar com a multiplicação exponencial no número e tipos de terminal de acesso, consolidando a migração para o universo digital. É preciso educar empresas e usuários para essa transição”, ressalta o diretor da Cipher.

Considerando que as pessoas são elos frágeis na cadeia cibernética, traduzir conhecimento em conscientização minimiza as chances de intrusões e vazamento de dados. Treinar as equipes internas, para aderência às práticas que inibam ações maliciosas no meio digital, é tão importante como promover campanhas de orientação aos clientes.

 

Fonte: Channel 360 via assessoria de imprensa Capital Informação.

 

 

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