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A transformação da Inteligência Artificial (IA) com a entrada da LGPD.

A Inteligência Artificial (IA) é um campo da ciência da computação que consiste em linguagens de programação que simulam a busca por respostas como se um humano realizasse essa operação, a fim de trazer o resultado de forma rápida e prática. A Inteligência Artificial é composta por uma categoria,  Machine Learning, que por sua vez apresenta uma subcategoria o Deep Learning, este, utiliza de redes neurais artificiais para chegar a tais resultados.

Das telas dos cinemas, o que era antes ficção, agora vem se tornando uma realidade. A IA está ao nosso alcance com a evolução das tecnologias móveis, celulares, jogos, casas inteligentes, vídeos por streaming e buscas na internet. Este crescimento tem ocupado um espaço significativo, mas principalmente, sem preocupações de limite, espaços estes que antes não eram ocupados e nem haviam barreiras (leis ou diretrizes).

O grande volume de dados (big data) gerado atualmente por usuários, máquinas, equipamentos, eletrodomésticos, sensores, itens de vestuário e afins (dados estruturados e não estruturados) necessitam de técnicas e processos específicos. A IA possibilita justamente que correlações, classificações, regressões, dentre outras, sejam aplicadas para capturar esta complexidade desde que obedeçamos a coleta dos dados, à lealdade e transparência da necessidade, limitando a coleta de dados conforme a sua necessidade e uma exatidão ao porquê da coleta específica dos dados com a definição de seu armazenamento e uso, garantindo a integridade e confidencialidade.

A IA é hoje uma ferramenta importante e é possível trabalhar com as leis de proteção de dados, mas deve existir um maior tempo de análise, de teste, estar muito bem documentado e realizar uma análise de risco da atividade com o seu uso, para garantir os benefícios do titular de dados e verificar se o uso da IA é viável ao negócio.

A LGPD não proíbe de forma alguma o uso de inteligência (IA) de dados pessoais, contudo, em  vigor poderá impactar de maneira significativa o mercado, tanto de startups quanto ads grandes empresas, pois o mercado deve estar atento aos processos de aquisições de softwares e obtenção de dados; ambos precisam estar em conformidade com as atividades relacionadas às normas do programa de proteção de dados.

O grande desafio da LGPD é  limitar a coleta de dados àqueles necessários para os objetivos declarados, reduzindo também o tempo de armazenamento deles, e declarando todas essas questões de forma transparente aos usuários, o que para IA pode não ser muito prático, pois cada vez uma maior quantidade de dados possíveis para a detecção de padrões surge e mantê-los armazenados para histórico e definir decisões no futuro se torna mais complexo.

O mercado de inteligência artificial está em desenvolvimento, segundo a International Data Corporation (IDC), os gastos das empresas com IA deverá dobrar mundialmente nos próximos 4 anos, passando de 50 bilhões de dólares em 2020 para 110 bilhões em 2024. Na frente deste crescimento encontram-se os desafios das regulamentações de uso de dados pessoais.

O cuidado principal para desenvolvimento da inteligência artificial é no início  do projeto, atendendo ao princípio de Privacy by Design e ou Privacy by Default.Desta forma, todas as informações  que são coletadas e serão utilizadas, terão a opção de autorizar ou não o compartilhamento e assim, o seu devido uso, legal.

A IA apesar de ainda possuir alguns paradigmas a serem esclarecidos, pode ser usada para ajudar as empresas no atendimento à LGPD. Bem direcionada, a inteligência artificial garante a própria segurança digital, protegendo dados, prevenindo crimes cibernéticos e melhorando o desempenho empresarial.

Apesar de ver tantas possibilidades, tendências e avanços , a relação da IA e a proteção de dados ainda há muito que ser discutida e desenvolvida, o que podemos afirmar é que elas podem caminhar juntas e redefinir padrões na construção dos processos de conformidade a respeito de dados.

Fonte: Máyra Stefhânya M.M. Silva – Consultora de Segurança da Informação GRC na Cipher e Marcelo Creazzo – Consultor Sênior de Segurança da Informação GRC na Cipher

 

 

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